(Last Updated On: 17 de janeiro de 2018)

O termo gestão, muitas vezes, surge na mente dos empreendedores como uma atividade de planejamento estratégico. Isso quer dizer que os parâmetros pelos quais a organização deve se guiar são definidos previamente e revisados a cada ano. Com isso, são determinados quais investimentos serão concretizados, quais produtos e serviços serão desenvolvidos e quais processos serão aprimorados.

Por outro lado, a realidade do mercado não se comporta de maneira linear e previsível. Nesse momento, surge o segundo sentido de gestão. Aquele que está relacionado à criação de soluções rápidas e inovadoras, elaboração de iniciativas com recursos limitados e liberdade de ideias para lidar com obstáculos.

A análise da gestão de transporte da empresa engloba os dois conceitos e tem caráter tanto preventivo como corretivo. A sua empresa pode ser aprimorada com a constante avaliação dos resultados.

Este artigo se propõe a mostrar como essa ferramenta pode ajudar o gestor em seu cotidiano. Por isso, prossiga com a leitura para conhecer mais detalhes.

1. Planeje-se para o processo de coleta de dados

Essa regra vale tanto para pequenos empreendimentos como para grandes corporações. É preciso estabelecer um regime de apuração dos resultados periodicamente. Um dos principais benefícios é obter visibilidade da situação da empresa em um dado momento.

A elaboração de relatórios mensais, ou mesmo quinzenalmente, é uma ferramenta capaz de fornecer maior controle ao gestor.

Essa análise pode considerar o aspecto financeiro da área de transportes, consegue avaliar o aproveitamento dos recursos produtivos da frota e o volume de entregas por período.

Tais informações devem estar disponíveis no sistema de gestão para simplificar a consulta e a produção de relatórios gerenciais.

2. Conheça bem os resultados financeiros

Não se pode realizar uma análise da gestão de transporte da empresa sem considerar como os recursos financeiros têm sido utilizados para financiar a operação logística e qual é o retorno desse investimento.

  • custos operacionais: é preciso avaliar qual é o montante do orçamento destinado a arcar com aquisição de veículos, combustível, remuneração da equipe administrativa e motoristas. O transporte de mercadorias exige a obtenção de apólices de seguro para a frota e para a carga, além dos impostos referentes ao transporte rodoviário que aumentam significativamente os custos;
  • política de preços de frete: a concorrência no setor de transportes tem aumentado gradualmente, o que influencia gestores a praticarem preços cada vez mais baixos para permanecer competitivos. Esse controle de custos fornece informações sobre a eficiência da empresa e a lucratividade dela;
  • atendimento a demanda: as transportadoras devem examinar seus recursos para determinar a capacidade de atendimento dos clientes. Muitas vezes, isso representa oferecer serviços adicionais de qualidade e adotar a automatização de processos para obter novas oportunidades de negócio.


3. Controle a quantidade de remessas atendidas

A logística é responsável por ampliar o alcance comercial da empresa, pois propicia mais acesso a empreendimentos e oportunidades. Esse é o caso de transações com destino a localidades remotas e a exportação de insumos.

Esse é um fator que motiva o estudo do número de entregas por período bem como o seu impacto na rentabilidade da empresa. Uma das maneiras de melhorar esse indicador é com a adoção de sistemas capazes de realizar a roteirização das entregas e conquistar maior eficiência do processo de entrega.

Na prática, é determinada uma rota que melhor atende os destinatários, pois cria o trajeto ideal com base na localização geográfica de cada um. Com isso, um maior número de mercadorias pode ser transportado diariamente, diluindo os custos fixos.

4. Apure o indicador de não conformidade

Ainda que estratégias e planos de contingência sejam implementados, não é possível assegurar que a área de transportes não enfrentará nenhum tipo de incidente.

Durante a análise da gestão de transporte da empresa, o gestor pode se deparar com casos de extravio de produtos, atrasos consideráveis na entrega e danos às mercadorias em estoque.

É preciso dar visibilidade a essas ocorrências, identificar suas causas e estudar formas de implantar medidas preventivas.

5. Estude a estrutura organizacional

Hierarquias rígidas, processos burocráticos e pouco espaço para autonomia podem constituir motivos que estão impedindo a sua empresa de crescer. Essa etapa da avaliação está relacionada à equipe que conduz o processo logístico.

É um fato consolidado que o setor de transportes tem papel estratégico e que as suas atividades afetam a empresa como um todo. Isso é ainda mais claro no que se refere à cadeia de suprimentos e à gestão de estoque.

Em grandes empresas, o setor logístico é considerado uma área que oferece soluções para as mais variadas demandas para a movimentação de mercadorias. Portanto, conceitos ultrapassados e que inibem o desenvolvimento de novas ideias devem ser eliminados para que a área possa assumir seu papel plenamente.

6. Ofereça resultados positivos para os clientes

Uma empresa transportadora cresce à medida que conquista oportunidades e novos negócios. Mas, além disso, é possível conquistar um elevado nível de desenvolvimento ao viabilizar a expansão de seus negócios.

Uma das tendências do mercado é uma modalidade de trabalho que se constrói com base em uma parceria com benefícios mútuos, e não somente como uma relação de prestação de serviços.

Essa integração introduz uma gestão compartilhada que pode incluir até mesmo o estoque dos clientes. Um exemplo desse tipo de administração é o Inventário Gerenciado pelo Fornecedor, ou Vendor Managed Inventory (VMI), em inglês.

Os principais benefícios são a automatização de processos, o controle da movimentação da mercadoria e a reposição do estoque sempre que houver necessidade. Essa cooperação entre fornecedor, transportadora e consumidor é fundamental para a construção de uma relação comercial saudável e rentável.

A atenção aos detalhes e o controle rigoroso da operação são as bases para garantir melhor desempenho. Isso é importante para construir uma cultura de melhoria contínua, que preza por desenvolver metodologias de trabalho e estratégias para toda a organização.

O princípio da atividade logística é muito claro e pode ser entendido como um provedor de fluxo contínuo de materiais, mas, principalmente, de informações. É preciso acesso a dados relevantes e concisos, visto que são fundamentais para a análise da gestão de transporte da empresa.

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