No dia 20 de março, o Banco Mundial (Bird) divulgou o novo ranking mundial de logística e o Brasil caiu nada menos que 20 posições.

Em um levantamento que mede a eficiência dos sistemas de transporte em 160 países, o país passou a ocupar a pior colocação (61ª) desde que o ranking foi criado, em 2007.

O relatório, leva em consideração um dado interessante, a percepção dos empresários em relação à eficiência da infraestrutura de transporte e não avanços ou retrocessos físicos. Isso faz com que esse resultado seja extremamente preocupante.

Paulo Fleury, diretor-geral do Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), define o resultado como “desastroso” para o País. “A hora da verdade chegou: o Brasil investiu bilhões em obras de infraestrutura de transporte que, por problemas de gestão, não foram terminadas, e está aí o resultado.”

pac2 Transportes

Pouca coisa mudou na infraestrutura do País nos últimos anos, a não ser o atraso das obras do PAC que é em média 48 meses e a enorme diferença entre o custo orçado e o custo na prática. O aumento médio foi de 85%.

A melhor colocação do Brasil foi no segmento “qualidade e competência logística” (50ª posição) e a pior colocação no “serviço de aduanas e alfândegas” (94ª). Na categoria “rastreamento e monitoração” ainda estamos engatinhando, na 62ª e, em “entregas internacionais”, na 81ª.

Vários dos nossos vizinhos latinos ocupam posições bem melhores que a do Brasil: Chile (42.º lugar, o melhor classificado da região), México (50.º) e Argentina (60.º).

Desigualdades. As três primeiras posições do ranking são ocupadas por países desenvolvidos – Alemanha, Holanda e Bélgica.

O principal indicativo do estudo é que ainda é enorme a diferença na logística entre países mais desenvolvidos no setor de transporte e aqueles com deficiência na sua rede, apesar da pequena melhora desde a primeira pesquisa (2007).

Para estabelecer o ranking, o Banco Mundial ouviu aproximadamente mil profissionais de logística em todo o mundo. Com base nas entrevistas e em uma nova metodologia, o banco desenvolveu o Índice de Desempenho Logístico (LPI, na sigla em inglês), que a partir de agora será utilizado para organizar o ranking.

Fonte: Estadão / Imagens: Agência T1

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