Milhares de caminhões que estavam parados há três semanas nos atoleiros da BR-163, no sudoeste do Pará, voltaram a circular parcialmente na última quarta-feira (1º). O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), órgão gestor das rodovias federais, liberou uma das pistas para tráfego de veículos, mas a situação ainda é crítica na rodovia.

 

Na última terça-feira (28), parte dos serviços para a liberação do tráfego na BR-163 foi concluído e na noite de quarta-feira o Dnit informou que liberou o trânsito em direção a Mato Grosso. A liberação reduziu a fila de 3 mil caminhões que estavam impedidos de seguir viagem por causa dos atoleiros.

 

As equipes tentam liberar ainda a passagem para os portos de Miritituba e Santarém. O Exército e a Defesa Civil começaram a entregar água e mil cestas básicas aos caminhoneiros que ainda estão parados.

 

As associações exportadoras de óleos e cereais dizem que o prejuízo é de R$ 1,2 milhão por dia que não conseguem embarcar a safra de soja e milho.

 

De acordo com o Dnit, dos 1.006 quilômetros da BR-163 no Pará, faltam 100 quilômetros para serem asfaltados. Em 2016, foram asfaltados 20 quilômetros. O Dnit afirma que o trecho da BR-163 onde se verificaram os pontos críticos devido às chuvas será pavimentado este ano, a meta é asfaltar 60 quilômetros da rodovia em 2017. A previsão de conclusão do asfaltamento de toda a BR-163 no Pará é 2018.

 

Emergência

 

As fortes e intensas chuvas do inverno Amazônico, o maior volume de chuva registrado nos últimos dez anos segundo o Governo do Estado, têm castigado os municípios do Pará neste início de 2017. Oito municípios já decretaram situação de emergência segundo a Defesa Civil: Trairão; Itaituba; Xinguara; Bragança; Rio Maria; Bannach; Conceição do Araguaia e Santa Maria das Barreiras.

 

As chuvas transformaram o trecho não asfaltado da BR-163 em um grande atoleiro. Uma fila de até duas mil carretas por 38 quilômetros de extensão se formou na via. O governador Simão Jatene ordenou o atendimento às populações das cinco localidades de Trairão, que estão isoladas pela interdição da rodovia entre os quilômetros 1.296 e 1.344, no sudoeste do estado.

 

Uma força-tarefa foi criada com as secretarias estaduais de Transporte, Segurança, Saúde, Educação, além da Casa Civil, Bombeiros, Defesa Civil, PM e Grupamento Aéreo de Segurança Pública, para garantir agilizar procedimentos emergenciais como o monitoramento de danos, riscos e impactos.

 

Caso as condições meteorológicas sejam favoráveis, a expectativa é de liberação total do tráfego até esta sexta-feira, com a recuperação de pontos isolados em um segmento de aproximadamente 37 quilômetros localizado entre as comunidades de Santa Luzia e Bela Vista do Caracol.

 

Fonte: Telejornal Bom dia Brasil (Rede Globo) via Portal de Notícias G1

Fonte da imagem: Portal Amazônia

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