Para aqueles que estão começando agora no ramo de transportes e precisam se adequar às leis, emitir o CTe pode parecer algo trabalhoso. Apesar de depender de uma série de detalhes, a emissão do CTe é simples, se você possuir um bom sistema ou um bom suporte e ainda alguma orientação dos responsáveis pela sua contabilidade. Para te ajudar, montamos esse passo a passo sobre como emitir CTe para que você saiba exatamente o que fazer.

 

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O que precisa para emitir CTe

  • Solicitar o credenciamento na SEFAZ

Antes de qualquer coisa, é necessário credenciar o CNPJ da transportadora, para que a Secretaria da Fazenda do estado permita a emissão de CTe.

  • Adquirir um sistema emissor de CTe

Existem hoje vários tipos software para emissão de CTe, desde os mais completos que incluem também o gerenciamento de frotas, até os mais simples e econômicos, que podem contemplar também alguns planos gratuitos.

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  • Possuir acesso à internet

No momento da emissão do CTe,  uma série de informações são enviadas para a SEFAZ para que sejam validadas. A autorização do conhecimento de transporte eletrônico depende de uma boa conexão com a internet para transmitir estas informações até a SEFAZ. O acesso à internet é necessário até mesmo para emitir CTe em Contingência.

  • Adquirir Certificado Digital

O certificado digital é a assinatura digital da empresa. É a forma de garantir que o documento, neste caso o CTe, foi emitido pelo único CNPJ autorizado para isso. Isso garante que nenhuma outra pessoa possa emitir documentos em seu nome, o que evita operações fraudulentas envolvendo o seu CNPJ. O certificado digital deve ser emitido por Autoridade Certificadora credenciado ao ICP-BR

  • Configurar a empresa

Para esta operação, pode ser necessário buscar a ajuda de algum profissional contábil. Antes de emitir o CTe, é preciso configurar a empresa, informando o tipo de regime (lucro real, presumido ou simples nacional) e alíquota de ICMS por estado de origem x estado de destino. Alguns sistemas, como os da Bsoft, oferecem o cálculo automático do ICMS, com base na origem e destino do frete. Além disso, temos também a opção de tabela de frete, para cálculo automático também do valor do frete.

 

O que precisa informar no CTe

  • Dados do remetente

Nos dados do remetente, sempre devem ser inseridas as informações sobre o emissor da nota fiscal. Em situações onde a sua transportadora não tenha coletado o material diretamente no remetente, como em casos de CTe de Redespacho ou Subcontratação, as informações sobre a empresa que lhe forneceu os produtos transportados devem ser registradas no campo “Dados do Expedidor”, ficando o remetente sempre como o emissor da NF-e.

  • Dados do destinatário

Neste campo serão informados os dados sobre o destinatário da nota, que é o CPF ou CNPJ para quem o remetente gerou a nota fiscal. Se a sua transportadora não entregará os produtos diretamente no destinatário, como em casos onde uma segunda ou terceira transportadora faz a entrega no destino final, os dados desta transportadora devem ser informados no campo “Dados do Recebedor”, ficando o destinatário sempre como o destino final da NF-e.

  • Dados da nota fiscal

A SEFAZ exige uma série de informações obrigatórias para que o CTe seja validado, e algumas delas são referentes aos dados da nota fiscal, como: peso ou volume ou cubagem,  número e série da NFe, valor total da nota ou dos produtos, produto predominante transportado, modelo da nota, chave de acesso em caso de nota fiscal eletrônica, data de emissão e o CFOP. Os sistemas Bsoft possuem uma funcionalidade onde, ao informar a chave de acesso, são trazidas automaticamente todas as informações da NFe diretamente da SEFAZ.

  • Informações fiscais

O imposto obrigatório no CTe é o ICMS, exceto se a sua empresa for optante pelo simples nacional e não seja obrigada a registrar esta informação. Além disso, para emitir o CTe será preciso informar o CFOP que é o código fiscal de operações e prestações e também o CST que é o código de situação tributária. Todas estas informações fiscais podem ser configuradas no sistema Bsoft para serem preenchidas automaticamente a cada emissão de CTe, sem precisar informar uma a uma manualmente.

  • Dados de veículo e motorista

Estas informações possuem uma particularidade. Informar os dados de veículo e motorista é obrigatório somente em carga do tipo Lotação (saiba mais sobre os tipos de carga clicando aqui). Os dados obrigatórios do veículo são: placa, renavam, RNTRC e UF do proprietário do veículo. Quanto ao motorista, é obrigatório apenas nome e CPF.

  • Valor total do serviço

Embora seja possível gerar um CTe sem valor, o valor total do serviço é a parte mais importante do conhecimento de transporte eletrônico. É com base no valor total do serviço que você poderá cobrar o seu cliente e também gerar as movimentações financeiras dentro do seu sistema. O software controle de Transportadoras possui o módulo financeiro integrado para facilitar o controle dos valores a pagar e a receber da sua transportadora.

 

A princípio estas informações podem parecer um pouco complexas, entretanto, os clientes Bsoft possuem suporte em tempo real com uma equipe altamente capacitada para orientar como emitir CTe e auxiliar no que for preciso. Além disso, a maior parte destas informações precisam ser configuradas apenas uma vez, o que torna o processo muito mais rápido e prático após a segunda emissão de CTe. Os sistemas Bsoft são extremamente automatizados e intuitivos, por isso, emitir CTe com a Bsoft é muito mais rápido e fácil. Baixe gratuitamente o Controle de Transportadoras e faça o teste, ou solicite o plano gratuito do CT-e Prático.

 

Ficou com alguma dúvida? Deixe seu comentário abaixo para que possamos te ajudar. :)

 

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4 Comments

  1. PAULO GUIMARAES disse:

    BOA TARDE TENHO UMA EMPRESA DE MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL E INCORPORA NOS MEUS SERVIÇOS O TRABALHO DE FRETES E ENTREGAS, A EMPRESA QUE EU PRESTO SERVIÇO ESTA PEDINDO QUE EU TENHA O CTE.
    POR ONDE COMEÇO?
    VOU TER ALGUM CUSTO?

    • Carolini Camargo disse:

      Bom dia, Paulo!

      Primeiramente, você vai precisar credenciar a sua empresa para a emissão de CTe. Isso deverá ser feito através do Portal da SEFAZ do seu estado, ou agência mais próxima. Caso você tenha um contador para lhe auxiliar nessa fase, pode ser muito útil. Há alguns documentos que serão necessários.

      Depois disso, será preciso adquirir um certificado digital, que é a assinatura digital do emissor, e garante que autenticidade do documento.

      Por fim, será preciso adquirir um sistema emissor de CTe. Há inúmeras opções no mercado, e quanto maior a sua necessidade, maior será o seu investimento. Entretanto, se a sua necessidade é unicamente emitir poucos CTes por mês, nós temos um emissor gratuito que certamente lhe servirá. Você pode solicitar a sua licença gratuita através deste link: Solicitar plano grátis do CT-e Prático

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      Temos mais informações úteis também no e-book Como formalizar uma transportadora. Este guia traz toda a documentação que você pode precisar começar a emitir o CT-e.

      Espero ter ajudado! Qualquer dúvida fique a vontade para comentar aqui. :)

  2. Alex disse:

    Boa tarde, tenho um cliente que é prestador de serviços aqui do DF, e quem emite a nota fiscal não está colocando a BASE DE CÁLCULO DO ICMS, e isso gera um erro no sistema, é obrigatório colocar a BASE DE CÁLCULO DO ICMS na nota do CTe ? Pois o emissor da nota diz que não, o rapaz do nosso sistema diz que sim, o cliente está confuso, eu precisaria saber a base legal sobre isso ?

    • Carolini Camargo disse:

      Oi Alex!

      Conforme o manual da NFe 3.1, que está disponível para download aqui, o valor da base de cálculo é obrigatório. Isso pode ser visto na página 204 deste mesmo manual, no campo vBC. Como você poderá observar, este campo está com a ocorrência 1-1, que significa campo obrigatório com uma possibilidade.

      Neste caso, é inclusive incomum que a SEFAZ esteja validando a NFe sem esta informação, mas em todo caso, este campo é sim exigido no Layout da NFe vigente.

      Espero ter ajudado!

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