De todas as atividades abordadas pela logística, o setor de movimentação de mercadorias é o que mais merece destaque devido aos riscos da gestão de transportes.

Responsável por mais da metade dos custos logísticos, esse setor deve ser bem gerenciado para que a sua atividade se torne um diferencial competitivo para a empresa.

Afinal, no mercado contemporâneo, reduzir custos sem alterar a eficiência é fundamental para o crescimento empresarial.

Nessa premissa, conhecer os riscos inerentes ao setor e os seus efeitos é essencial para evitá-los e, consequentemente, reduzir os danos caso ocorram.

Por isso, neste post, serão demonstrados os principais riscos da gerência de transporte e os impactos envolvidos. Confira!

O que é a gestão de transporte?

Gestão de transporte remete ao planejamento de todas as ações do setor. No que tange aos riscos, o gerenciamento do transporte objetiva o reconhecimento e a previsão das principais ameaças ligadas à movimentação de mercadorias.

Com isso, é possível determinar, antecipadamente, contramedidas para atenuar os efeitos dos riscos do transporte e os impactos que resultariam para a cadeia logística, reduzindo custo e tempo com a busca de soluções para os problemas.

Quais são os principais riscos da gestão de transportes?

O setor de transporte é essencial na atividade logística. Ele fica incumbido de uma das principais tarefas empresariais: levar o produto ao cliente final.

Porém, mesmo que haja gerenciamento dos riscos, o setor ainda está sujeito a ameaças que podem afetar a eficiência do serviço prestado.

Nesse quesito, destacam-se como principais problemas:

Atrasos nas entregas

O transporte está nitidamente relacionado ao tempo: cumprir as atividades propostas no prazo retrata a eficiência do setor.

Desse modo, os atrasos remetem à ineficiência das atividades e causam custos, efeito chicote (distorções nos prazos acordados e nas atividades propostas), problemas judiciários envolvendo o código de defesa do consumidor, além de afetar o relacionamento e a confiabilidade dos clientes.

Os atrasos no setor de transporte podem se dar por diversos motivos, como:

  • malha rodoviária precária;
  • maquinário/equipamento defasado ou antigo;
  • falta de integração entre os demais modais de transporte;
  • gestão de risco ineficiente.

Assim, manter uma gestão de transporte eficiente, com planos de ações, é fundamental para atenuar ou evitar a ocorrência dos atrasos.


Roubo de cargas

Segundo o jornal O Globo, entre 2011 e 2016 houve quase cem mil casos de roubos de carga no país, totalizando um prejuízo de mais de R$ 6,1 bilhões. Infelizmente, o Brasil é tido como um dos países mais perigosos no que tange à movimentação de cargas.

Nesse quesito, além do roubo da carga, a empresa poderá ter problemas devido ao atraso na entrega da mercadoria e o desbalanceamento das atividades logísticas e produtivas resultantes dessa adversidade.

Por isso, manter um software de acompanhamento das entregas e realizar o seguro da carga podem vir a impedir ou atenuar os efeitos de fatídicas ocorrências.

Avarias na entrega

A atividade do transporte se encarrega de entregar as mercadorias no prazo e nas condições estabelecidas. Diante disso, o transporte deve ser realizado com o cuidado necessário para que não haja avarias no produto — uma vez que a sua ocorrência pode provocar retrabalho, insatisfação do cliente, perda de vendas e ações judiciais devido ao atraso ou às condições do serviço prestado.

Por isso, a qualidade do equipamento, as condições de acondicionamento e a escolha correta da rota podem vir a facilitar a entrega e reduzir o índice de estragos nos produtos.

Falência da transportadora

Muitas empresas realizam as suas atividades por meio de operadores logísticos, que ficam encarregados das ações referentes ao setor, como transporte, estoque e movimentação.

Assim, a escolha do operador sem uma análise adequada das suas condições de operacionalidade pode gerar:

  • abandono de carga;
  • perda de contratos de distribuição;
  • retrabalhos;
  • danos jurídicos;
  • atrasos nas entregas.

Por isso, a observância de critérios legais, balanços patrimoniais e contábeis e eficiência empresarial é essencial na escolha do melhor parceiro logístico.

Maquinário defasado

O setor de transporte depende, para que se tenha eficiência na realização, de maquinários atualizados e condizentes com a realidade.

Manter equipamentos e caminhões defasados afeta a eficiência do transporte e pode acarretar prejuízos à empresa, como:

  • atrasos;
  • custos com reparos e manutenções;
  • necessidade de pessoal dedicado ao setor de manutenção.

Por isso, ainda que haja um investimento inicial para a aquisição de novas máquinas, as vantagens a médio e longo prazo superam o investimento e passam a promover melhorias na eficiência do setor com redução de custo.

Como realizar um gerenciamento de riscos eficiente?

O transporte está sujeito a vários problemas, porém, por meio de um gerenciamento de riscos, é possível atenuar os seus efeitos.

Assim, alguns passos são fundamentais para a sua correta realização, como:

Mapear o processo

Conhecer o processo logístico é fundamental para evitar os imprevistos. Por meio dessa atividade, torna-se mais fácil identificar quais são as ações que requerem um maior cuidado na execução e quais são as melhorias adequadas.

Investir em tecnologia

Hoje, a dependência da tecnologia é nítida em qualquer processo logístico ou industrial.

Com isso, o investimento em tecnologia auxilia na execução das atividades, permitindo que as decisões sejam tomadas com maior acurácia, eficiência e segurança.

Nesse sentido, tendo como base os benefícios proporcionados pela tecnologia, vale salientar a colaboração proporcionada à averbação on-line de cargas, o que propicia à seguradora uma maior facilidade, proteção e agilidade das informações durante a realização das atividades.

Analisar empresas parceiras

No mercado contemporâneo, a parceria logística está presente em boa parte das atividades empresariais.

Porém, a escolha do parceiro deve vir atrelada a uma série de análises referentes às condições operacionais e financeiras para que a seleção seja adequada e benéfica para todos.

Analisar e mapear as principais rotas

O setor de transporte, além de outros fatores, necessita se basear no conhecimento das condições e características da malha rodoviária — uma vez que as condições das estradas brasileiras se configuram como uma das principais causas de atrasos e custos no transporte.

Nesse quesito, selecionar as melhores rotas com vista à eficiência operacional é uma medida para a redução de tempo e custo com as entregas.

Diante do exposto, fica evidente a necessidade de analisar os riscos da gestão de transportes. Realizando um gerenciamento adequado — a partir da análise e do reconhecimento —, é possível amenizar as consequências sem que comprometa a qualidade e a eficiência do serviço prestado.

Agora que você se aprofundou sobre os riscos da gestão de transportes, compartilhe este artigo nas redes sociais para que os seus contatos também se conscientizem.

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