(Last Updated On: 26 de setembro de 2013)

As próximas semanas serão decisivas para o Governo Federal, no que diz respeito ao sucesso do Programa de Investimentos em Logística, PIL.

Após uma espera de mais de seis meses e usando a estratégia de reservar os primeiros leilões de estradas para trechos considerados “filés”, o que poderia dar um início positivo para o programa, o funcionou apenas com a concessão da BR-050, ao Consórcio Planalto, com um deságio de 42% no pedágio. O mesmo não aconteceu com a BR-262, que aparentemente foi ignorada, após não receber qualquer proposta.

As concessões das estradas são consideradas estratégicas pelo governo, que pretende estimular a economia e principalmente, restaurar a confiança dos empresariado e corrigir os  já conhecidos problemas da infraestrutura brasileira.

Segundo Eduardo Padilha, especialista em infraestrutura do Insper, “A estrutura jurídica e contratual em si está correta, tanto que deu certo com a BR-050. O governo precisa abrir mão das pequenas coisas, como a intransigência de que 100% das duplicações devem ser feitas em 5 anos – dependendo da demanda, poderia ser em 10 ou 15”.

Já para o presidente da Associação Brasileira de Logística, Pedro Francisco Moreira, o problema está mais relacionado com a pressa do que de prazo: “Houve um atropelo para mostrar os planos, e quando eles caíram nas mãos dos consórcios, alguns vazios foram encontrados. O retorno de investimento está sendo questionado, mas havendo vontade política e redução da burocracia, os prazos são possíveis.”, disse Moreira, em entrevista à revista Exame.

O governo garante que fará uma reavaliação detalhada das propostas e que pode mudar o agendamento do leilão de cada lote para datas diferentes, facilitando assim a vida do investidor.

Fonte: Exame

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