O rodízio de pneus faz parte da rotina de muitos motoristas (tanto de carros, como de caminhões). Essa tarefa é o ato de inverter os pneus entre os eixos traseiro e dianteiro do veículo. O objetivo é garantir que o desgaste natural do produto ocorra de maneira uniforme.

Essa medida contribui tanto para o prolongamento da vida útil dos pneus, como para o aumento da segurança na direção, pois o veículo se torna mais estável.

Para motoristas que passam longos períodos na estrada, é preciso praticar o revezamento regularmente.

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Como realizar o rodízio de pneus corretamente?

Essa é uma dúvida muito comum entre os motoristas, afinal, a precaução é fundamental na hora de pegar a estrada. Em média, um pneu novo pode durar 50 mil quilômetros, mas o número pode variar conforme a frequência de utilização do veículo, as condições das vias e a habilidade de condução do motorista.

Especialistas indicam que quando há necessidade de trocar os pneus, o processo deve ser feito aos pares. Assim, o par traseiro antigo deve ser movido para o eixo da frente, e o novo par colocado no eixo traseiro.

Também é recomendado realizar o alinhamento e balanceamento após o rodízio para reduzir o desgaste e aumentar a estabilidade. Essa medida contribui para melhorar o sistema de freios e o tempo de resposta em relação ao volante.

Quais são os tipos de rodízio?

É comum encontrar motoristas que praticam o rodízio de pneus simplesmente invertendo os pneus dianteiros pelos traseiros. Contudo, a opção correta varia conforme a localização da tração presente no veículo.

Veículos de tração dianteira

Os carros dessa categoria correspondem à maioria dos veículos em circulação no Brasil, cujos pneus dianteiros sofrem maior desgaste. O motivo por trás desse desequilíbrio é o conjunto de sistemas presentes na parte frontal do veículo.

Além da localização do motor, o controle do volante e os sistemas de frenagem e aceleração são responsáveis por causar maior deterioração.

Para esse tipo de carro, a recomendação é deslocar os pneus da frente para a parte traseira. Porém, um detalhe chama a atenção no momento de instalar os pneus de trás: a posição deve ser invertida lateralmente, ou seja, o pneu que estava na direita vai para a esquerda, e o pneu esquerdo é posicionado na direita.

Veículos de tração traseira

Já os modelos de tração traseira são conhecidos por oferecer maior capacidade de realizar curvas e ter frenagem mais eficaz. Por essa razão, o esquema de rodízio deve alternar os pneus traseiros pelos dianteiros.

A posição, entretanto, deve ser invertida, colocando o pneu dianteiro esquerdo na direita, e o pneu dianteiro direito no lugar do pneu traseiro esquerdo.

Veículos com tração nas quatro rodas

Nesse caso, a mudança dos pneumáticos é realizado em formato de “X”: os pneus de trás vão para frente com os lados trocados e vice-versa.

Esse é um assunto que levanta muitas divergências entre os profissionais da área, por isso, caso a dúvida persista, basta seguir a recomendação da montadora do veículo. Essa informação deve estar descrita no manual do proprietário.

Quais são os benefícios do rodízio?

Uma das principais razões para a realização periódica do revezamento é uniformizar o desgaste, pois a parte da frente carrega, aproximadamente, 60% do peso do carro. Outras vantagens observadas são:

  • aumento da segurança durante o deslocamento;
  • expansão da vida útil do jogo de pneus;
  • garantia de maior estabilidade na direção;
  • redução no consumo de combustível;
  • prevenção de danos nas peças e no sistema de amortecimento.

Com o devido cuidado e atenção ao comportamento do carro, é possível obter maior durabilidade, o que representa uma importante economia financeira.

Qual é o momento certo para realizar o rodízio de pneus?

De modo geral, o prazo recomendado pelos fabricantes foi estipulado entre 5 mil e 10 mil quilômetros rodados, desde que observado o período de validade dos itens em uso e da rotação do estepe. O tempo mínimo para substituição é de seis anos, independentemente do uso. Embora econômica, o revezamento dos pneus é uma solução de eficiência limitada.

Outro indicador da necessidade de substituição é o próprio desgaste. Os pneus são equipados com sinalização para indicar a necessidade de manutenção. Esse indicador é chamado de Tread Wear Indicator (TWI) e representa um sulco na borracha com 1,6 milímetro de profundidade.

Quando essa marca é atingida, os pneus devem ser substituídos o mais rápido possível para não comprometer a segurança.

Pneus novos somente no eixo traseiro

Na maioria dos automóveis, são os pneus dianteiros que recebem a tração, devido ao movimento das rodas nas curvas e da transferência de peso para frente nas frenagens. Com isso, o desgaste nos pneus dianteiros será inevitavelmente maior, comparado com os pneus traseiros.

 

Como os pneus dianteiros se desgastam até três vezes mais rápido do que os pneus traseiros, é muito comum que os condutores utilizem os pneus dianteiros até o fim da sua vida útil. Em vez de fazer o rodízio de pneus, estes condutores descartam os pneus já desgastados, e colocam os pneus traseiros no lugar, inserindo então um par de pneus novos para o eixo traseiro, que é responsável pela estabilidade do veículo.

 

É importante frisar que todas as montadoras e fabricantes recomendam que seja feito o rodízio de pneus, para que eles tenham a mesma vida útil. Entretanto, esta opção é adotada como uma alternativa mais econômica para quem preza pela segurança no trânsito.

 

Embora muitos acreditem que os pneus novos devem ser colocados no eixo dianteiro, devido ao desgaste mais rápido, o motorista que quiser colocar somente dois pneus novos no veículo, deve passar os pneus traseiros para frente e instalar os novos atrás. Os pneus novos ajudarão o condutor a controlar melhor o veículo em pistas molhadas, ou outras situações que possam causar instabilidade no veículo.

O que fazer com o estepe?

O pneu reserva é um item obrigatório de segurança cuja regulamentação está descrita no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A lei determina que o seu tamanho, formato e aro devam ser idênticos às demais rodas do veículo.

Porém, como o seu uso não é tão frequente, o estepe não fica desgastado na mesma medida. Com isso, muitos motoristas ficam em dúvida sobre qual é a melhor forma de proceder.

É uma boa ideia incorporar até mesmo o estepe ao processo de revezamento, o que pode resultar no aumento da vida útil do conjunto em até 20%, quando o grau de desgaste está nivelado.

O pneu extra é considerado um artigo usado somente em casos de emergência. Esse recurso possibilita que o motorista consiga se deslocar com segurança até uma oficina para realizar o reparo.

Evitar o envelhecimento da borracha é uma das justificativas para alternar os pneus com regularidade. Com o tempo, o material perde a sua elasticidade, se tornando rígido e quebrando com facilidade.

Para concluir, podermos afirmar que os pneus são das partes mais relevantes de um veículo. O papel deles se expande para além da simples locomoção: sua influência atinge o processo de frenagem e garante estabilidade para o veículo, o condutor e a carga.

Portanto, o rodízio de pneus é um dos meios mais seguros para aumentar a durabilidade dos pneumáticos.

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