Depois das greves do início do mês, os caminhoneiros conseguiram marcar uma reunião com o Governo Federal, tendo como representante o Ministro Chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. A principal pauta da reunião foi a aprovação da PL 528, do Deputado Assis Couto (PT-PR), que cria a Política de Preços Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas.

Outros pontos da reunião foram:

  • Destinação de 40% das cargas do governo, de seus estoques reguladores, para cooperativas de caminhoneiros;
  • Regulamentação da atividade econômica de Agenciamento de Cargas, com a desvinculação da atividade econômica de transporte rodoviário de cargas;
  • Regulamentação por parte da ANTT da Lei 11.442/2007, permitindo que apenas empresa que tenham como atividade econômica principal possam ter o registro ETC – Empresa de Transporte de Cargas;
  • Revisão e cancelamento das multas aplicadas pela ANTT que se encontram em desacordo com o Código de Trânsito Brasileiro;
  • Fim do porte obrigatório de AET para composições de 30 metros e 74 toneladas (Rodotrem);
  • Fim da obrigatoriedade de certificação para tacógrafo para caminhões novos;
  • Fim das restrições de tráfego para caminhões em feriados, em estradas de estados considerados produtores;
  • Exclusão dos motoristas das empresas de transporte do cálculo para contratação de jovens aprendizes;
  • Permissão para cavalos-mecânicos 6×2 tracionarem bitrens com PBT de até 57 toneladas;
  • Aumentar o peso do eixo duplo de 17 para 18 toneladas;
  • Criação de um programa de sucateamento e renovação da frota; e
  • Aposentadoria com 25 anos de trabalho para motoristas.

Todas as reivindicações foram entregues ao ministro da Casa Civil, e de acordo com o que foi conversado, cada ponto será analisado individualmente, atentando para a viabilidade de cada uma.

O ministro Eliseu Padilha declarou que irá analisar uma série de demandas apresentadas, como é o caso do projeto de lei que cria um valor mínimo do frete, que como o Agro Olhar já comentou, é um ponto pleiteado pelos caminhoneiros de Mato Grosso, principalmente, desde a greve realizada entre fevereiro e março de 2015.

O setor do transporte, que esteve acompanhado do senador José Medeiros, afirmou ao ministro que a categoria sofre com a estagnação do preço do frete. No dia 25 de janeiro em reunião com o Governo de Mato Grosso, Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), o empresário e representante do Movimento dos Transportadores de Carga (MTG), Gilson Baitaca, destacou que a greve em Rondonópolis no mês de janeiro foi um ato de “desespero” da categoria, pois estavam “trabalhando com fretes praticados nos últimos meses de 2016 quando não há oferta de frete”.

Outro ponto solicitado ao Governo Federal foi à regulamentação do agenciamento de cargas e a uniformização de medidas da Agência Nacional de Transportes Terrestres com o Código de Trânsito Brasileiro.

 

Fonte: Blog do Caminhoneiro  (modificado)

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Time limit is exhausted. Please reload CAPTCHA.

Quer ficar por dentro de tudo sobre + transportes?