(Last Updated On: 17 de maio de 2018)

O transporte de mercadorias representa um dos setores mais importantes para a economia brasileira. O seu impacto se inicia na composição dos custos operacionais até o preço de venda do produto final. Entre os valores das tarifas de frete, encontra-se a taxa de gerenciamento de riscos ou GRIS.

Essa é uma análise fundamental para que as transportadoras tenham a possibilidade de adotar uma política de preços equilibrada e compatível com o mercado. Como os tipos de serviços são variados, deve-se estimar corretamente as variáveis referentes à coleta, transferência e entrega de produtos.

Pensando em contribuir para o processo de precificação, elaboramos este conteúdo para que você leitor saiba qual é a importância e como realizar o cálculo do GRIS.

O que é a taxa de gerenciamento de riscos?

No âmbito geral, o objetivo das empresas é remunerar o investidor pelo capital investido, gerar receitas capazes de contrabalancear os custos produtivos e projetar lucro que possa ser reaplicado no crescimento do negócio.

É preciso destacar, também, que qualquer atividade comercial é permeada por riscos, inclusive o transporte rodoviário de mercadorias.

Há ocasiões nas quais o fabricante contrata uma empresa terceirizada para realizar a movimentação de cargas e, assim, transferir parte dos riscos. Porém, a transportadora tem a vantagem de ser ressarcida pelas situações críticas dessa operação.

As instituições com frota própria para levar as mercadorias até os clientes estão sujeitas às mesmas ameaças nas estradas e devem buscar compensação por essa atividade.

Essa taxa é chamada de GRIS e engloba todo o trajeto, desde a origem até o destinatário. É importante destacar que o cálculo não incide sobre o peso da mercadoria, mas, sim, sobre o seu valor, conforme descrito na nota fiscal.

Quais são as variáveis relacionadas?

Essa é uma tarifa que gera incompreensões mesmo entre os profissionais da área logística. Para esclarecer esse aspecto, é preciso considerar como o preço de cada frete é determinado.

Em geral, os preços praticados pelas transportadoras levam em consideração:

  • o peso da carga;
  • a distância do percurso;
  • o tipo de veículo utilizado;
  • a quantidade de manuseios;
  • o tipo de produto transportado;
  • o uso de equipamentos especiais;
  • a categoria da carga (fracionada ou lotação).

Contudo, há a questão do risco da atividade que difere consideravelmente de acordo com o tipo de mercadoria. O transporte de grãos de soja, por exemplo, não sofre as mesmas ameaças que os veículos que carregam produtos eletrônicos. Sendo que o último é um tipo de produto extremamente visado por quadrilhas especializadas em roubo de cargas.

Acrescente, também, o valor agregado de cada um para compreender como a tarifa GRIS pode variar de uma situação para outra.

Qual é a importância do GRIS?

A apuração do GRIS faz parte do conjunto de informações contábeis nas quais o preço de frete é calculado. Para que essa atividade seja desenvolvida corretamente, é necessário analisar os custos operacionais e extrair informações úteis para a precificação.

Em um mercado competitivo, é preciso conhecer o comportamento da demanda e os serviços oferecidos pela concorrência para ajustar a estratégia de acordo.

Portanto, o preço final deve refletir três aspectos principais:

  • maximização dos lucros da transportadora;
  • melhor aproveitamento dos recursos produtivos;
  • manutenção dos níveis de qualidade esperados pelos clientes.

Em outras palavras, é necessário que o capital investido na concepção do negócio seja retribuído para os sócios e para a realização de novos investimentos. A satisfação dos clientes também é um objetivo a ser concretizado, pois se deve garantir que os preços cobrados se equiparem às vantagens percebidas.

Por fim, é preciso buscar a otimização dos recursos utilizados e a redução dos custos para aumentar a rentabilidade do empreendimento.


Como calcular o GRIS?

Conhecer quais são componentes dessa taxa é relevante tanto para transportadoras quanto para clientes que buscam fornecer transparência em suas relações. Por esse motivo, existem diversas metodologias que consideram não só o mercado atual, como as variações futuras e a incidência de mudanças econômicas.

O cálculo das despesas referentes ao gerenciamento de riscos é orientado pelos custos obtidos com a implantação de medidas de segurança tanto para o veículo como para a carga.

Catalogue todas as variáveis envolvidas

O primeiro passo é realizar a identificação de todos os tipos de ameaça que a carga pode estar sujeita durante o transporte. Para complementar as informações, é importante adicionar dados históricos sobre os sinistros verificados anteriormente e que possam ocorrer novamente.

O levantamento das causas, da frequência e do valor do prejuízo contribui para estimar com maior grau de certeza a dimensão dos danos. Com esse relatório, é possível criar diretrizes de segurança e implantar medidas para evitar problemas.

Liste as medidas preventivas implantadas

Enquanto a carga está em posse da transportadora, é de sua responsabilidade garantir que os produtos cheguem ao destinatário em perfeitas condições. Isso quer dizer que os eventuais danos devem ser ressarcidos ao embarcador.

Por isso, nessa segunda fase, o gestor deve apurar os custos referentes a:

  • despesas com avarias;
  • contratação de escolta;
  • aquisição de apólices de seguro;
  • implantação de sistemas de monitoramento e rastreamento;
  • instalação de medidas de seguranças nos armazéns e centros de distribuição.

A soma de todos esses gastos deve ser dividida pela tonelagem mensal de carga transportada, resultando, assim, no custo de gerenciamento de riscos por tonelada.

Categorize os tipos de produtos

Já foi estabelecido que uma carga de grãos varia tanto em peso como em valor se comparada a uma carga de produtos eletrônicos. Na prática, isso quer dizer que não pode haver uma taxa única aplicada a todos os tipos de mercadorias.

Para garantir que a precificação dos serviços de frete seja coerente com a natureza dos produtos, a transportadora pode aplicar taxas diferentes e realizar a cobrança de maneira mais justa.

Como o gerenciamento de riscos afeta a tomada de decisões?

O que é mais vantajoso: terceirizar a operação logística ou utilizar uma frota própria? Sob o ponto de vista dos riscos inerentes ao processo de movimentação de cargas, é melhor contratar uma transportadora.

A justificativa está no fato de que a responsabilidade das perdas é transferida para terceiros. Já com uma frota dedicada, os custos dos riscos presentes na cadeia de movimentação, armazenamento e distribuição das cargas devem ser repassados para os clientes e encarecendo o preço final dos produtos.

O GRIS está diretamente ligado ao desempenho financeiro de uma empresa. A importância do seu cálculo preciso está em contribuir para otimizar os resultados. Esse é um processo que evolui com o tempo, o que torna os valores cobrados cada vez mais equilibrados.

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