(Last Updated On: 20 de dezembro de 2017)

Um veículo que transporta carga precisa ser específico para essa atividade e também precisa seguir certas regras, definidas em legislação. Os cuidados buscam otimizar o serviço de transporte e evitar diferentes problemas. Veículos especiais para produtos perigosos, por exemplo, requerem uma numeração específica que deve ser inscrita no painel de segurança. Trata-se do número ONU. Veja mais sobre o assunto, lendo o post!

O número ONU

O número ONU é um número de série determinado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para identificar produtos químicos e/ou que oferecem perigo à vida. Ele é composto por quatro dígitos e fica na parte de baixo do painel laranja (o painel de segurança). É como se fosse o RG de um produto perigoso. Acima de 5 kg, já é obrigatório o uso de número ONU para produtos dessa natureza.

O painel de segurança

A lei determina que o painel de segurança fique em quatro locais diferentes do veículo que transporta a carga: em cada um dos lados (laterais, traseira e dianteira) deste veículo que fará o transporte. Dessa forma, fica bem fácil visualizá-lo a partir de qualquer posição em que se olhe.

Essa medida permite que qualquer um (pessoas em geral, demais motoristas e até a própria fiscalização) identifique sem dificuldade o grau de periculosidade do produto químico que está sendo transportado.

O painel de segurança deve ter o número de identificação de risco na parte superior e o número ONU na inferior.

O rótulo de risco

Antes de abordar o número de risco e o número ONU, é importante falar do rótulo de risco. Trata-se de uma etiqueta específica para identificar cargas de natureza perigosa. É um losango com o símbolo referente ao risco na parte superior, o número da sua classe ou subclasse na inferior e um texto identificando a natureza do risco no meio.

O rótulo de risco fica, na maioria das vezes, nos quatro lados do caminhão (laterais, traseira e dianteira). As classes e subclasses são classificadas de acordo com as recomendações do Transporte de Produtos Perigosos das Nações Unidas.


As classes e subclasses de risco

Ao todo, existem nove classes, quase todas subdivididas em subclasses. Veja, a seguir, quais são elas!

Classe 1

Envolve os explosivos e é composta pelas seguintes subclasses:

  • explosão em massa;
  • projeção;
  • predominante na causa de incêndio;
  • nenhum perigo de explosão relevante.

Ainda existem outras duas subclasses: a dos explosivos bem insensíveis com risco de explosão em massa e a dos produtos extremamente insensíveis.

Classe 2

Esta classe engloba os gases e está dividida em três subclasses:

  • inflamáveis;
  • não inflamáveis e não tóxicos;
  • tóxicos.

Classe 3

A terceira classe inclui os líquidos inflamáveis (ou combustíveis líquidos).

Classe 4

Nesta classe estão os sólidos inflamáveis:

  • sólidos inflamáveis;
  • materiais espontaneamente inflamáveis;
  • materiais que emitem gases inflamáveis em contato com a água.

Classe 5

A quinta classe envolve as substâncias oxidantes e os peróxidos orgânicos. E eles estão divididos nas seguintes subclasses:

  • substâncias oxidantes;
  • peróxidos orgânicos.

Classe 6

A classe 6 engloba as substâncias tóxicas e infecciosas:

  • substâncias tóxicas (venenosas);
  • substâncias infecciosas.

Classes 7, 8 e 9

As classes 7, 8 e 9 não estão divididas em subclasses:

  • Classe 7: materiais radioativos;
  • Classe 8: substâncias corrosivas;
  • Classe 9: substâncias perigosas diversas.

O número de risco

O número de risco é muito usado na Europa para identificar cargas perigosas, mas também é exigido em alguns países da América do Sul. Essa numeração fica localizada na parte de cima do painel laranja, que é colocado em contentores para granel intermodais.

Esse número é formado, na maioria das vezes, por dois ou três dígitos, que indicam diferentes tipos de riscos. Entre eles, podemos destacar:

  • emissão de gás devido a reação química ou pressão;
  • inflamabilidade de líquidos e gases (ou de líquidos suscetíveis de autoaquecimento);
  • inflamabilidade de sólidos (ou de sólidos suscetíveis de autoaquecimento);
  • efeito oxidante (ou seja, que facilita incêndios);
  • toxicidade;
  • radioatividade;
  • corrosividade;
  • reação violenta espontânea (como explosões e desintegrações).

Quando o dígito é duplicado indica que o risco é mais intensificado. Se o risco estiver associado a uma substância, a indicação pode ser feita por meio de um dígito seguido de zero. Números de risco precedidos pela letra X designam produtos que reagem de forma perigosa com a água.

As novas normas sobre o número ONU

As empresas transportadoras, os transportadores autônomos, os clientes e todas as pessoas que estiverem envolvidas na operação de transporte devem usar o número ONU sempre que for necessário. Essa adequação é definida pela própria legislação e quem não se adaptar fica proibido de efetuar o transporte desses produtos.

A Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) publicou a Resolução ANTT 5332/2016, em 14 de dezembro de 2016. O documento apresenta normas complementares ao Regulamento Terrestre do Transporte de Produtos Perigosos, bem como descreve as alterações sobre o número ONU.

A principal inovação foi a inclusão do número ONU da gasolina, combustível que é comercializado em todo o Brasil. A resolução define que qualquer mistura de gasolina que tenha percentual de etanol superior a 10% será classificada com o número ONU: 3475 (esse código indica que se trata de “mistura de etanol e gasolina” ou de “mistura de etanol e combustível para motores”).

A antiga identificação (cujo número ONU é o 1203 e se refere a “combustível para motores”, “gasolina” ou “gasolina de aviação”) continua válida, mas agora identifica apenas a gasolina que apresenta misturas de etanol com percentual inferior a 10%.

O número ONU de alguns produtos perigosos

Para finalizar, segue uma lista que apresenta o número ONU de alguns produtos:

  • acetato de cádmio: 2570;
  • acetato de chumbo: 1616;
  • acetato de mercúrio: 1629;
  • acetileno: 1001;
  • acetona: 1090;
  • ácido cianídrico: 1614;
  • ácido fórmico: 1779;
  • ácido nítrico: 2031;
  • ácido sulfúrico: 1830;
  • álcool etílico: 1170;
  • álcool isopropílico: 1219;
  • asfalto: 1999;
  • benzeno: 1114;
  • bromo: 1744;
  • carvão: 1361;
  • carvão ativado: 1362;
  • cresol: 2076;
  • clorotonueno: 2239;
  • deceno: 1993;
  • gás liquefeito de petróleo (GLP): 1075;
  • nitroanilina: 1661;
  • querosene: 1223;
  • tolueno: 1294.

Você já conhecia algum desses números ONU? Sua empresa já transportou ou ainda transposta algum produto perigoso? Aproveite para compartilhar este post nas redes sociais e dividir seus conhecimentos com outros gestores.

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